A História da Fazenda

vista_area2A sede da Fazenda do Váu foi construída em 1912 por Agostinho José de Resende. No estilo colonial, ela possui janelas grandes, paredes grossas, interior amplo e aconchegante. A origem do nome foi por ela ficar próxima a um vau, que é o local mais raso de um rio para atravessar a pé ou em montaria. A criação de Jumentos e Muares da Raça Pêga vem tendo continuidade ao longo do tempo através das gerações.

Hoje, a maior admiração do Sr. Paulo Resende é ver seu filho Renato Joaquim de Resende dando seqüência à criação, com muito orgulho de ser hoje um dos representantes da origem da Raça Pêga. Renato Resende dá continuidade à criação conservando as qualidades da origem e aperfeiçoando cada vez mais a raça, constituindo assim, na Fazenda do Váu, um dos maiores criatórios do país.

A Origem da Qualidade

Coronel Eduardo José de Resende, fundador da Raça Pêga

Coronel Eduardo José de Resende, fundador da Raça Pêga

O Coronel Eduardo José de Resende buscou, ao longo do tempo, o melhoramento d
a raça, voltando especial cuidado para a padronização do seu grupo de animais. Ampliou o seu criatório em Lagoa Dourada e com a sua visão intuitiva de melhorador, com a sua prudência mineira, com o seu idealismo, pode ser considerada como o berço e o marco concreto da formação da raça Pêga, hoje difundida por todo o território nacional e oficialmente reconhecida.

Tradição e Qualidade. Essas são as principais marcas da Fazenda do Váu, localizada no município de Lagoa Dourada, em Minas Gerais, e administrada com dedicação e com orgulho de ser herdeira dos ideais do Coronel Eduardo José de Resende, criador dos jumentos e muares da Raça Pêga, que hoje é uma referência da equideocultura nacional.

Com animais de características singulares e refinados, a Fazenda do Váu já conquistou premiações em exposições nos diversos estados e produz Jumentos e Muares Pêga com título de campeões nacionais.

A Raça

O nome Pêga tem origem no aparelho formado por duas argolas de ferro, formando algemas, com o qual os senhores prendiam pelos tornozelos os escravos fugitivos. Os jumentos que deram origem à raça , eram marcados a fogo pelos seus proprietários, com uma marca figurando aquele aparelho. Assim, todos os animais deste grupo original passaram a ter a marca Pêga, e reconhecidos como raça com este mesmo nome. A Raça Pêga é o aperfeiçoamento do cruzamento do jumento macho brasileiro com a jumenta egípcia. Animais de grande resistência, o Muar Pêga é diferenciado dos outros por ser muito bom também para montaria, pois são animais dóceis, cômodos e macios.

Originado do cruzamento entre o Jumento Pêga e uma égua, os Muares (burros e mulas) Pêga são animais refinados, de grande utilidade para o trabalho rural e excelentes para o lazer. Eles possuem características singulares e são muito utilizados na lida diária com gado, no transporte de carga e tração, como carroça, arado e capinadeira, além de serem muito utilizados em cavalgadas de longa distância e provas de marcha.

O jumento da raça Pêga possui um padrão racial oficial, sendo suas principais características gerais:

  • Pelagem: Serão admitidas as pelagens pêlo de rato, ruã e ruça, sempre com a faixa crucial e a listra de burro;
  • Altura: Machos – mínima de 1.25 m. Fêmeas – mínima de 1.20 m;
  • Forma: Sempre proporcionais, tronco relativamente longo e profundo, tórax amplo, porte médio, membros bem aprumados;
  • Constituição: Forte e de condições sadias;
  • Qualidade: Ossatura forte, seca e boas articulações, pele fina, coberta por pêlos finos;
  • Temperamento: Demonstrando vivacidade com expressão ativa e dócil.